Para o meu amor
maio 31, 2007
| Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas, no rastro dos astros, na magnólia das nebulosas. Além, muito além do sistema solar, até onde alcançam o pensamento e o coração, vamos! vamos conjugar o verbo fundamental essencial, o verbo transcendente, acima das gramáticas e do medo e da moeda e da política, o verbo sempreamar, o verbo pluriamar, razão de ser e de viver. |
Carlos Drummond de Andrade
Num fim-de-semana passado fiz um programa bucólico: fui para Lumiar.
Pra quem não conhece, Lumiar é um distrito de Nova Friburgo, entocado no meio da serra, reduto de naturebas e bichos-grilo. Ficamos na casa do tio de meu digníssimo. Quem me conhece sabe que não sou chegada a esse tipo de programa, mas o que não fazemos por amor????
Bem, devo confessar que o fim-de-semana foi uma delícia. A casa era uma gracinha, construída em alvenaria e madeira e decorada em estilo rústico e a paisagem em volta era estonteante. O tio dele e a esposa foram extremamente gentis e agradáveis o tempo todo. E a priminha dele de dois aninhos é a coisa mais fofa do mundo, ficou grudada comigo o tempo todo. Curtimos o friozinho, fizemos fondue, tomamos vinho, jogamos xadrez e muita conversa fora.
E pra terminar o post, uma musiquinha!
LumiarAnda, vem jantar, vem comer, vem beber, farrear
Até chegar lumiar
E depois deitar no sereno
Só pra poder dormir e sonhar
Pra passar a noite
Caçando sapo
Contando caso
De como deve ser lumiar
Acordar lumiar sem chorar, sem falar, sem querer
Acordar em lumiar
Levantar e fazer café
Só pra sair, caçar e pescar
E passar o dia
Moendo cana
Caçando lua
Clarear de vez lumiar
Amor lumiar pra viver, pra gostar, pra chover
Pra tratar de vadiar
Descansar os olhos, olhar e ver
E respirar
Só pra não ver o tempo passar
Pra passar o tempo
Até chover
Até lembrar
De como deve ser lumiar
Anda, vem jantar, vem dormir, vem sonhar pra viver
Até chegar lumiar
Estender o sol na varanda, até queimar
Só pra não ter mais nada a perder
Pra perder o medo
Mudar de céu
Mudar de ar
Clarear de vez lumiar
(Beto Guedes – Ronaldo Bastos)
Même Cultural
maio 22, 2007
Um “meme” é um “gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma.
Eu tardo mas não falho! Respondendo à convocação do VP, este é o meu Même. Sei que depois vou pensar em outra coisa, mas resolvi deixar a primeira que me passou pela cabeça.
“Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida,
Como no seu samba”
(Samba da benção – Vinícius de Moraes)
E não passo pra ninguém, porque quase ninguém vem aqui mesmo!
Depois de mais um sumiço, estou de volta para contar as novidades (que a essa altura do campeonato já não são tão novas assim). Vamos retomar de onde parei: meu fim-de-semana no DF!
Bem, devo dizer que a minha impressão nesta segunda incursão ao quadradinho foi bem melhor que a primeira. Mas vamos começar do comeco. Meu vôo atrasou na sexta-feira e cheguei lá depois de meia-noite. Estava preocupada, pois Carol teria que sair de casa aquela hora pra ir até lá me buscar. Enquanto voltávamos para o apê dela, lembrei que parte das minhas preocupações eram infundadas. Rodávamos de madrugada com total tranquilidade e segurança, sem nenhuma possibilidade de sermos surpreendidas por um tiroteio na via expressa ou por uma blitz falsa, entre outras coisas. Aí me dei conta de como já estamos condicionados a viver nessa guerrilha urbana que virou o Rio. Nota dez pro DF.
No sábado acordei com os gatos brincando de pique em cima de mim, o que não me incomoda nem um pouco, acho até divertido. Aí partimos para um tour pelo eixo monumental, onde eu pude conhecer com calma o Museu Nacional, a Catedral e o Museu JK, além de dar um rolé por todos os prédios importantes de lá. Da última vez, passei correndo por eles de carro à noite, na chuva. Agora deu pra ter uma idéia melhor da distribuição dos espaços e confesso que achei essa parte da cidade até interessante.
Fomos almoçar num mini Barrashopping, onde eu, Carol e Glícia éramos as únicas mulheres acima de 12 anos que usavam bermuda e tênis (isso porque era uma tarde agradável de sol). Todas as mulheres estavam produzidérrimas para passear no Shopping às duas da tarde, de saltão, maquiagem e lantejoulas. Unbelievable. De lá fomos a um shopping de decoração bem bonitinho e rodamos um pouco. Depois, deixamos a mãe da Carol em casa e fomos à BSB Mix, uma espécie de Feira Hype depois da hepatite. Mas não era nem tão ruim assim. Mas valeu por que o Pontão é o lugar mais agradável de Brasília, com vários restaurantes em volta do lago Paranoá. Lembra um pouco o climão da Lagoa, só que com muito mais iluminação e segurança.
Depois disso voltamos pra casa, nos arrumamos e fomos pro show da Fernanda Abreu. O show era dentro de um clube e lembrava muito aquele clima de show de clube no subúrbio, uma coisa meio caléga. Até o show começar, nossa diversão foi observar a fauna local e acompanhar uma espécie de baile da terceira idade, com os casais de tiozinhos se acabando no bolero. Aí o show começou. E foi ótimo, ela tocou toda a sequência do CD ao vivo e eu e Carol nos acabamos de tanto dançar. Fomos pra casa mortas e desmaiamos.
No domingo de manhã ficamos assistindo ao patrão no Globo Esporte e depois fomos almoçar. À tarde Carol foi para a aula e eu fiquei em casa assistindo o Mengão ser campeão carioca de novo. Fazer o quê. . .
À noite fomos jantar no Pontão para comemorar o aniversário de Carol, onde comi uma massa com camarão que estava uma delícia.
Segunda de manhã voltei pro Rio, direto pro batente. Não vou dizer que caí de amores pelo DF, mas pra quem está acostumada com a Cidade Maravilha purgatório da beleza e do caos, dá um certo alívio transitar pra lá e pra cá a qualquer hora do dia ou da noite sem se preocupar com o trânsito, com a bala perdida, com a PM, com os traficantes. . . E meu fim-de-semana foi muito bacana. Nem tanto pela viagem e pelos passeios, mas pela oportunidade de estar junto de quem se gosta e comemorar bastante o aniversário de uma amiga tão querida. É Carol, o aniversário foi seu, mas o presente é meu por ter uma amiga como você!
Travelling Clau
maio 3, 2007
“Dizia ele – estou indo pra Brasília
Nesse país lugar melhor não há”

Sim, amigos, amanhã irei para o quadradinho em missão importantíssima: comemorar o aniversário de alguém muito especial! Algo me diz que será um finde beeem animado…
Só espero que os aeroportos e a Gol não deixem nenhum furo, pois a volta será direto para o batente. Vamos torcer!
Saudações candangas para todos!
Tapeceiro
abril 24, 2007
Tapeceiro, grande artista,
Vai fazendo seu trabalho
Incansável, paciente no seu tear
Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio
Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem
Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto,
Obra de arte pra Honra e Glória do Tapeceiro
Quando se vê pelo lado certo,
Todas as cores da minha vida
Dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro
Stênio Nogueira
Se eu ganhasse na Megasena…
abril 17, 2007
Essa seria minha festinha de casamento!
http://disneyweddings.go.com/site/gate/index.jsp?backLocation=wvh
Com direito a chegar na carruagem da Cinderella… Não seria o máximo????
O Pequeno
abril 16, 2007
Sobre o novo look do blog, devo informar que essa coisa fofa e peluda na foto do cabeçalho se chama Pequeno e é o amor da minha vida. Ou pelo menos um deles.
Pela foto não dá pra reparar, mas ele é enorme e pesa em torno de 7kg. É um gatão de respeito! E não preciso dizer que ele é muuuuuito preguiçoso como convém a todo gato, principalmente aos gordos.
Dizem que os gatos escolhem o dono. O Pequeno me escolheu e é por isso que eu sou tão apaixonada por esse bichinho. Ele é o gato mais carinhoso que eu já vi, mas os maiores carinhos são reservados só pra mim. É no meu colo que ele deita pra ver televisão e tirar um cochilinho, é na minha cama que ele dorme depois de muito ronronar, afofar o edredon e me dar beijinho. Além de ficar do meu lado me olhando com ternura por minutos a fio, mesmo se eu estiver dormindo. E ele ainda vai me receber na porta quando eu chego em casa, como fazem normalmente os cães.
Além do Pequeno, tenho mais uma gatinha e uma Yorkshire, que são bem lindinhas, cada uma a seu modo. Mas minha paixão é pelo meu gordo. Paixão mais do que correspondida, como nas histórias de amor com final feliz.
Copiando da Carol…
abril 14, 2007
“You are a very sensual person. You like to experience all the sights, smells, tastes and textures the world has to offer. Ordinary be damned, because you want to do it all.”





